terça-feira, 30 de abril de 2013

Movimento incentiva cidadão a cobrar plano de mobilidade urbana em todas as capitais


 

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Ativistas do Greenpeace pesquisaram a situação de cada capital do país
Imagem: Divulgação
 
Em janeiro de 2012, o governo instituiu uma lei que determina que os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano de Mobilidade Urbana (PMU). Caso não cumpram a regra em um prazo máximo de três anos, as cidades não poderão receber do governo federal recursos financeiros destinados a mobilidade urbana.
Para motivar o envolvimento da população na questão, os ativistas do Greenpeace lançaram a campanha Cadê o Plano de Mobilidade?. Eles criaram um portal que apresenta o panorama da situação do PMU de todas as capitais brasileiras e que alerta para a importância da elaboração de um bom plano de mobilidade urbana.
Os paulistanos levam cerca de 43 minutos por dia no percurso casa-trabalho, o que equivaleria ao gasto de 13 dias do ano com o trânsito
Os paulistanos, por exemplo, levam cerca de 43 minutos por dia no percurso casa-trabalho, o que equivaleria ao gasto de 13 dias do ano com o trânsito, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
E as consequências não param por aí. A questão da mobilidade urbana tem a ver também com as mudanças climáticas, já que o setor de transporte representa um quarto do total de consumo de energia mundial. O último inventário brasileiro de emissões de gases de efeito estufa (GEE) mostra o setor como o segundo maior emissor do país.
Segundo o Greenpeace, as pessoas também devem cobrar investimentos em estrutura urbana e transporte coletivo e não motorizado, como ciclovias, bicicletários e calçadas.
Quatorze capitais brasileiras estão com a elaboração do PMU em processo, entre elas estão São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Recife. Conheça as cidades que já apresentaram o plano e saiba as que não o iniciaram ainda:
 
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  • Belo Horizonte: As obras mencionadas no plano apresentado já estão sendo realizadas. Segundo o Greenpeace, atualmente a prefeitura está empreendendo esforços para institucionalizar o plano.
  • Cuiabá: O plano foi elaborado com foco na Copa 2014, mas considera o desenvolvimento da região até 2030 e também busca ordenar o transporte urbano nos pós-Copa.
  • Porto Velho: A prefeitura apresentou o plano de mobilidade urbana, porém, ele ainda está sendo revisado.
  • Rio Branco: O plano foi desenvolvido entre 2006 e 2009, dedicando maior tempo à realização de pesquisas. Atualmente, a prefeitura pretende fazer uma avaliação do que foi executado, com o objetivo de adequar o plano a um conceito mais forte de mobilidade e à Política Nacional. A revisão ainda não foi iniciada, a jutificativa é a mudança de gestores. A previsão do início dos trabalhos é ainda em abril.
  • Rio de Janeiro: O Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (PDTU) foi elaborado em 2005 e está sendo revisado com base nos horizontes de 2016 e 2021. O término da revisão está previsto para junho/2013.
  • Salvador: O plano elaborado com o Estado trata da mobilidade na região metropolitana e já foi apresentado preliminarmente ao Ministério das Cidades. Porém, não há previsão de quando será revisado.
  • Teresina: O plano precisa ser revisado para adequação à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), no entanto essa adequação só poderá ser realizada quando a revisão do plano diretor for concluída (previsão para 2013) e as novas premissas e diretrizes municipais traçadas.
  • Vitória: Utilizam o Plano de Mobilidade Urbano Metropolitano elaborado pelo Estado, que foi concluído e apresentado à população no final do de 2012.
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Belém: Sem previsão.
Fortaleza: Previsão de iniciar a elaboração do plano ainda em 2013.
Florianópolis: Não iniciado.
Manaus: Sem previsão.

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