sexta-feira, 1 de junho de 2012

Chá co Bolo de Casa Cuiabana receberá apresentação de siriri a cada 15 dias


Da Redação - JM

Noite de muita dança e canto, bem cuiabano. Foi o que aconteceu no ‘Chá co Bolo’, realizado nesta sexta-feira (25) no Centro Cultural Casa Cuiabana, durante abertura das oficinas das manifestações culturais da viola de cocho, embalada ao ritmo do cururu e siriri. E será assim de hoje em diante, pois o centro cultural abrirá suas portas a cada 15 dias para que grupos cururueiros e de siriri façam apresentações do que há de mais bonito das tradições cuiabanas.

A coordenadora do Pontão da Viola de Cocho, sediado na Casa Cuiabana, Terezinha Quilombola, explicou que serão ofertadas oficinas de musicalização, fabricação da viola de cocho, técnica vocal, dança, entre outros. “A ideia é oferecer capacitação profissional aos membros de grupos. Também teremos essas oficinas nos municípios de Santo Antônio do Leverger, Poconé, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum”, afirmou.

Terezinha, que também preside a Federação Mato-grossense das Associações e Grupos de Cururu e Siriri, lembrou que o Pontão dá suporte a 48 grupos de siriri e seis associações. “Aqui, na Casa Cuiabana, nos dias de apresentações, teremos uma praça de alimentação com comidas típicas, propiciando uma forma de geração de emprego e renda para os próprios integrantes dos grupos. Será um espaço de referência para receber turistas e a cuiabania”.

Assessor especial da Secretaria de Cultura e ator, Justino Astrevo prestigiou a solenidade e destacou a importância da iniciativa de manter as raízes culturais. “Queremos fazer da Casa Cuiabana um centro da cultura popular de Mato Grosso, com espaço para demonstrar o nosso artesanato, culinária e as nossas tradições, sendo um ponto de referência para o que passam por Cuiabá. É um momento importante em que precisamos resgatar a cultura para que seja uma das nossas vitrines em 2014, com a Copa do Mundo”, afirmou o ator.

Aos 75 anos, o cururueiro Chico Sales falou um pouco da sua história com a viola de cocho, iniciada quando tinha apenas oito anos de idade. “Aprendi a tocar e fabricar a viola junto com meu pai e tios. A viola de cocho é o símbolo da tradição de Mato Grosso. E hoje fico muito feliz de termos esse espaço para apresentar. Era o que faltava para termos mais liberdade. Ficou bom demais”, concluiu.

O evento foi uma realização do Pontão da Viola de Cocho e a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso. 

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