quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Quem quer adotar uma escola?


 

Imagine uma escola pública, localizada na periferia pobre de São Paulo, que tenha um alto índice de desempenho dos alunos. Tão alto que já tenha superado, há dois anos, a meta de aprendizado de língua portuguesa proposta pelo Ministério da Educação no ensino fundamental para 2022.
Nessa mesma escola, professores são treinados por entidades particulares, especializadas em educação, para corrigir falhas específicas de formação e ajustar técnicas de sala de aula.
Isso tudo acontece em um ambiente seguro, limpo, com salas de aula bem cuidadas, biblioteca, laboratório de informática e quadras novinhas para a prática de esportes.
Sonho? Não. A Escola Estadual Luís Gonzaga Travassos da Rosa, na zona sul de São Paulo, é de verdade, feita de cimento, tijolo e dedicação à causa da educação pública.
Ela é o primeiro fruto da Parceiros da Educação, uma associação sem fins lucrativos criada há 6 anos por grandes empresários que promove e monitora parcerias entre empresas e escolas da rede pública para melhorar a educação brasileira.
O projeto funciona da seguinte forma: cada empresário adota uma escola pública e ajuda a transformar o espaço físico, a administração e o ensino da instituição. Tudo isso coordenado pela equipe da Parceiros.
As escolas continuam públicas – recebem dinheiro e seguem as diretrizes da Secretaria Estadual –, mas sofrem uma injeção de know-how privado.
Hoje, 80 escolas são adotadas por empresários por meio do projeto, beneficiando 75 mil alunos do ensino fundamental e médio da rede pública de São Paulo.
“Queremos levar para a escola nossa experiência em administração e gestão. Nossa missão é tornar a escola pública modelo de eficiência”, diz o empresário Jair Ribeiro, que idealizou o projeto e adotou a Travassos.

Fonte: Revista Época / Direcional Escolas / Educar para Crescer / IG / Parceiros da Educação

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