domingo, 11 de setembro de 2011

Segurança Pública, um direito constitucional.

A questão da Segurança Pública não pode ser tratada apenas e tão somente, como medidas de vigilância e repressiva, mas como um sistema integrado e otimizado. Resguardando, as teorias políticas que justificam a existência do Estado e, sua precípua principal que é a garantia da coexistência pacífica entre os indivíduos. Neste particular, o art. 144 da Constituição estabelece que “A segurança pública, dever do Estado direito e responsabilidade de todos”. Partindo dessa premissa, o nobre Deputado Estadual, Percival Muniz (PPS), descontente com a exacerbação da violência em nosso Estado, está conclamando a atuação do Ministério da Justiça através de uma intervenção federal na segurança do Estado.

A vilipendiação dos direitos constitucionais em nosso país vem se tornado uma constante, a saúde está doente, a educação tropeçando pelas tabelas, à segurança não existe. Partindo dessa premissa, o nobre deputado estadual, Percival Muniz (PPS), em uma ação corajosa, está conclamando o Ministério da Justiça, para que este interceda na segurança do nosso Estado.


Infelizmente, o que temos visto em nosso país com relação ás questões envolvendo segurança pública, são verdadeiras lambanças, ações paliativas e improcedentes; alguns preferem fechar os olhos e dizer que não tem nenhuma responsabilidade, outros preferem empurrar a sujeira pra baixo do tapete.


Quando alguém não só traz a tona esta questão emblemática e complicada, e apresenta uma ação realmente consistente pautada na realidade, isso nos motiva a estar aqui serrando fileiras no sentido de divulgar e difundir esta ação louvável do deputado Percival.


A população não agüenta mais conviver com esta situação alarmente e vergonhosa a violência. Se torcermos os jornais, por certo, irá jorrar sangue, esta violência, não só vitima as pessoas que tem suas vidas ceifadas, como também toda sociedade, que assiste a tudo sem poder fazer nada, e assim ficamos a mercê do Estado, que pelo visto também perdeu as rédeas da situação.


Até quando, iremos assistir de camarote às pessoas de bem deste país terem suas vidas ceifadas; como no caso do jornalista Auro Ida, que além de fazer um trabalho investigativo, era um batalhador em busca de informações sérias e precisas, visando bem informar a população; assim como outras pessoas o fazem neste Estado sem medo de se expor, dando nome endereço, e-mail; sem com isso precisar usar de um conhecido artifício como alguns o fazem, aproveitando um espaço democrático o direito ao comentário, e agem como verdadeiros avestruzes tecendo críticas pesadas, sem terem coragem de se expor como fazia Auro Ida e outros que continuam fazendo; criticar, julgar e até mesmo tirar a vida de alguém é muito mais fácil. .


Ainda nessa mesma linha de raciocínio, outro ponto nevrálgico envolvendo a questão da segurança pública, o nobre deputado Percival Muniz, conseguiu abordar com bastante propriedade, refere-se a uma questão que parece ter caído no esquecimento, e que a luz dos tecnocratas pode parecer simples. Porém na verdade representa o maior gargalo da mesma, trata-se da questão da fronteira seca com a Bolívia.


O parlamentar foi enfático ao afirmar que Mato Grosso não consegue enfrentar com suas próprias forças o crescimento vertiginoso da violência. Para ele, o calcanhar de Aquiles está justamente na fronteira seca que nosso Estado faz com a Bolívia, dispondo de um efetivo de 90 militares do Gefron (Grupo Especial de Fronteira) para cuidar de 983 km de divisa, o que corresponde a um policial para cada 44 km.


É claro e latente, que a porta de entrada dessa grande quantidade de drogas em nosso Estado é originária da Bolívia; havendo um aumento no efetivo de policiais na fronteira, por certo, não só Cuiabá sentirá a diminuição na entrada de entorpecentes, como também o eixo sul e sudeste ficarão aliviados.


Infelizmente, a entrada de grande quantidade de drogas em Cuiabá tem sido um dos fatores geradores dessa violência sem limites, que não afetam apenas os viciados, que são vítimas incondicionais desse processo, como também a seus familiares que acabam sofrendo às conseqüências, desse câncer, chamado droga. Vamos tentar salvar o pouco que ainda nos resta, falo isso porque dificilmente iremos encontrar uma família que não tenha pelo menos um dos seus entes queridos envolvido com drogas, chega de hipocrisia vamos cortar esse mal pela raiz.


Pare o mundo, quero descer.


Professor Licio Antonio Malheiros, Geógrafo e Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior. (liciomalheiros@yahoo.com.br)


FONTE: Olhar Direto

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