quarta-feira, 28 de setembro de 2011

São Paulo vai testar modelo de gestão de escolas de Nova York

Entre as medidas estão participação dos pais e frequência monitorada
 

As dez escolas paulistanas com os piores resultados nas avaliações oficiais serão submetidas a uma reestruturação inspirada na reforma educacional implementada em Nova York. Resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, o Instituto Itaú Social e o Instituto Fernand Braudel, o modelo será uma adaptação das mudanças rígidas que tiveram bons resultados nos Estados Unidos.

Em um prazo de três anos, as escolas, todas em regiões carentes da zona leste de São Paulo, receberão apoio técnico para criar mecanismos de gestão e supervisão do trabalho pedagógico e reforçar o compromisso de diretores, professores e pais com o desempenho dos alunos. Especialistas em língua portuguesa e matemática orientarão professores nas aulas. A frequência e a rotatividade de docentes e alunos serão monitoradas. Os casos de violência passarão a ser registrados.

Com isso, espera-se mudar uma cultura em vigor, fazendo que a escola se responsabilize pelo aprendizado do aluno e preste contas de seus resultados. "Essas escolas funcionarão como piloto nos próximos anos e vamos analisar depois se o modelo é viável e se pode ser reproduzido em redes educacionais inteiras.", afirma Antonio Matias, da Fundação Itaú Social.

No entanto, por questões de legislação, muitas das práticas do modelo americano não poderão ser repetidas no Brasil. Em Nova York, escolas que não conseguiram reverter o desempenho ruim foram fechadas e seus funcionários, demitidos.

Outra diferença é que lá o diretor tinha autonomia para gerir recursos, até mesmo para contratar e demitir professores - no Brasil, a lei garante estabilidade ao servidor. Um aumento significativo dos salários atraiu profissionais qualificados para a rede americana, o que é mais difícil nas redes brasileiras que têm optado por criar sistemas de remuneração por desempenho.

"Vamos incrementar os processos de gestão, incluir a formação no trabalho do professor-coordenador, aumentar o envolvimento das famílias e melhorar o desempenho dos alunos", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Fonte: Estadão.com.br

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