quinta-feira, 22 de setembro de 2011

100 toneladas de lixo deixam de ser coletadas por dia em Cuiabá. MP faz silêncio

Evelyn Ribeiro/No Poder

Mesmo com a aprovação da lei de Políticas de Resíduos Sólidos elaborada em 2007 e que prevê a destinação correta do lixo produzido pela população até 2014, a situação presente na capital é bem preocupante, já que não é tratada como prioridade e não apresenta condições para continuar operando. Este ano a prefeitura Municipal de Cuiabá (MT), recebeu carta branca para selecionar outros dois locais que deveriam funcionar como aterro sanitário, porém nada foi definido.


Dados Oficiais do Aterro Sanitário apontam que de 560 toneladas de lixo produzido por dia, apenas 460 são destinados para o lixão. As outras 100 toneladas restantes não são coletadas e estão distribuídas nas ruas, córregos, terrenos baldios e calçadas dificultando ainda mais a preservação. De acordo com o engenheiro sanitarista e ambiental, Rubem Mauro, a permanência do problema está relacionada a má gestão pública, falta de educação das pessoas e ausência da participação de empresas.
“O lixo é o maior problema de saneamento e cresceu 5 vezes mais do que a população e é inadmissível que se disponha o lixo dessa maneira. As indústrias tem que se adequar e se responsabilizar pela embalagem que coloca no mercado para ter responsabilidade ambiental. Os gestores tem que incentivar a população através de políticas públicas que fortaleçam o hábito da coleta seletiva e limpeza dos materiais secos ainda nas residências” .
Para o engenheiro este trabalho seria facilitado através da criação de pontos estratégicos responsável somente pela coleta seletiva do lixo, além da distribuição de mais aterros sanitários e cobrança de taxa de lixo. “Isso pode ser resolvido através de campanhas de educação sanitária ambiental e não ficar gastando com campanhas de concessão para mentir para a população. O Estado tem que dar condições para que estudos e a organização ambiental sejam facilitados sem contar que a implantação de aterro nas cidades deve fazer a destinação correta”.
A nova legislação também determina que até 2014 os aterros terão que ser sustentáveis e não deverão poluir. “Até lá todo mundo terá que colocar em prática a ideia de conscientização e fazer corretamente porque é necessário. Caso contrário de alguma forma vão ter que pagar por isso”, finalizou Rubem.
 
 FONTE: http://sandracarvalhocuiaba.blogspot.com/

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