sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aeromóvel, a alternativa de transporte do Brasil


Daniel Favero

Diferentemente do que foi feito em São Paulo, onde a administração municipal elegeu o monotrilho como saída para os problemas de mobilidade urbana, em Porto Alegre, um projeto piloto desenvolvido com tecnologia 100% nacional é a aposta dos gaúchos para desafogar o trânsito local. A alternativa da capital do Rio Grande do Sul não é nova, na verdade. É uma versão renovada da frustrada tentativa criada há 30 anos, o Aeromovel. 


Segundo os responsáveis pela obra, em meados de agosto começam a ser colocadas as fundações dos pilares que sustentarão as vigas e, até o começo de 2012, começam os testes finais com a linha pronta. 



Veja a seguir a história desse transporte, a tecnologia utilizada, o novo traçado e a comparação com o monotrilho paulista:


Tecnologia
O sistema funciona com placas de propulsão, que ficam dentro das vias de circulação, ligadas as rodas sobre trilhos. Os veículos, feitos com material leve, são impulsionados por ar gerado pelos ventiladores que fazem o veículo se movimentar. As vias são feitas com vigas pré-fabricadas que são moldadas de acordo com o trajeto.






Segurança

Segundo os engenheiros, o sistema é seguro porque a pressão do ar entre os veículos impede qualquer possibilidade de colisão. A frenagem é feita com a ajuda dos ventiladores, mas é auxiliada por um sistema de freio ABS nas rodas. A placa de propulsão fica dentro da via impedindo que ocorram descarrilamentos.






Capacidade e demanda

Serão dois veículos com capacidades para 150 e 300 passageiros, com portas de 1,8 m de largura. O maior, com 25 m de comprimento, comporta 34 pessoas sentadas. O menor, com 14,3 m, transporta 17 sentados. A velocidade máxima para o trecho é de 65 km/h.

Segundo estudo feito em 2001 pelo Laboratório de Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a demanda diária é de 7.756 usuários, podendo chegar a 11.635, caso seja finalizada a linha 2 do metrô.



Altura
A altura das vigas varia entre 10 m e 6 m de acordo com o trecho percorrido. Segundo os engenheiros da Aeromovel Brasil, ele circula por inclinações de até 12%, diferentemente do que ocorre com sistemas impulsionados por rodas, e faz curvas com raio de até 25 m de diâmetro.







Comparativo Aeromovel x Monotrilho

Nome: Aeromovel
Capacidade: 300 passageiros
Funcionamento: sistema sobre trilhos sobre dutos de ar. Ventiladores localizados no solo impulsionam o movimento dos veículos, como em uma espécie de caravela de cabeça para baixo.
Velocidade: 65 km/h, mas com capacidade para acelerar de 0 a 100 km/h em 3 segundos.
Tecnologia: Tecnologia desenvolvida pelo engenheiro gaúcho Oskar Coester, baseado em princípios da aviação.
Custo: O trecho de 944 m, que ligará o Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho à estação da Trensurb custará R$ 30 milhões e deve se entregue até o começo de 2012.



Nome: Monotrilho
Capacidade: 400 passageiros
Funcionamento: tração elétrica sustentada por pneus que se deslocam por uma viga, com pneus laterais que dão a estabilização.
Velocidade: 35 km/h
Tecnologia: Tecnologia desenvolvida no parque de diversões Dysney World e que hoje é explorado por diversas empresas como a Bombardier, do Canadá.

Custo: O trecho de 7,7 km de extensão que ligará a estação Morumbi da CPTM ao terminal aeroviário até maio de 2014, com investimento de R$ 3,1 bilhões.

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