sábado, 23 de julho de 2011

A HISTÓRIA DO VOLUNTARIADO

Podemos dividir a história do voluntariado em: Âmbito Mundial e Realidade Brasileira


Âmbito Mundial

Quase todas as religiões, mesmo as mais recentes, têm como princípio que a caridade e a ajuda ao próximo são as maiores virtudes. Todos os ensinamentos dos líderes espirituais – Buda, Jesus Cristo, Maomé, convergem nesse sentido.
Na tradição judaico-cristã, a caridade estava relacionada com a ajuda aos mais necessitados. Já entre os gregos e romanos o importante era a melhoria da qualidade de vida da comunidade. Este conceito grego hoje em dia está relacionado com a idéia de filantropia.
Na Europa, a filantropia e a caridade estavam relacionadas com as virtudes privadas, ou seja, era mais virtuoso dar do que receber. Neste contexto, os motivos que conduziam uma determinada pessoa à caridade eram mais significativos do que os efeitos que essa ação produzia. Já nos EUA, a filantropia desenvolveu-se muito e institucionalizou-se de uma maneira muito particular. Nesta realidade, a filantropia consistia na melhoria da qualidade de vida das comunidades. Nos dias atuais, a comunidade é vista cada vez menos como alvo da generosidade do doador e cada vez mais como parte integrante do capital social.


Realidade Brasileira

Na América latina, com a chegada dos colonos portugueses e espanhóis, juntamente com as estruturas hierárquicas do catolicismo, o espaço de atuação era exclusivamente estatal ou religioso.
No caso do Brasil há que acrescentar outro fator: é que o sistema produtivo foi todo feito à custa de mão- de -obra escrava, e a escravatura nada tem a ver com os conceitos de voluntariado e comunidade.
” As religiões são caminhos diferentes, convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo? ” – Gandhi
Contudo, o espírito voluntariado tem origens muito antigas no Brasil; sendo este movido por três princípios básicos:
a) Caridade: Neste âmbito, o voluntariado brasileiro está interligado com a religião. As suas origens provêm das Santas Casas que a igreja católica, através dos portugueses trouxe para o Brasil, no séc. XVI.
Atualmente os católicos, assim como os evangélicos as demais religiões existentes no Brasil, continuam desenvolvendo um grande trabalho social no território brasileiro. O espiritismo, de grande predominância neste país também tem um papel fundamental na prática da caridade. Na verdade, apesar das diferenças entre o catolicismo e o espiritismo, ambos encaram a caridade como uma mobilização de decursos humanos e financeiros para ações filantrópicas. Também as religiões afro-brasileiras, como por exemplo o candomblé e umbanda articulam diversas formas de trabalho voluntário. Independentemente dos motivos que conduzem ao voluntariado e da religião em causa, o fato é que a compaixão é considerada a maior virtude do ser humano.
b) Solidariedade e apoio mútuo: A solidariedade é um sentimento que leva um grupo de pessoas a se unir para se auto-ajudarem. Um exemplo da manifestação dessa solidariedade foi o sistema de escravatura, uma vez que os escravos negros praticavam rituais como fator de união e ajuda mútua. Hoje em dia o voluntariado de auto-ajuda é bastante comum na sociedade brasileira, sendo o mutirão um bom exemplo disso.
c) Indignação – A indignação perante injustiças como a miséria, más condições de educação, saúde, moradia, etc faz com a a sociedade deseje intervir rapidamente. Nesta situação, os voluntários querem mais do que socorrer, querem uma verdadeira transformação social.
Voluntariado Organizado
Uma nova visão acerca do voluntariado surgiu no Brasil por volta dos anos 90. A situação descrita anteriormente contribuiu para essa evolução, mas a criação do programa voluntários do Conselho da Comunidade Solidária em 1996 foi o grande impulsionador do novo conceito de voluntariado.
Assim, a defesa de um voluntário mais participativo e cidadão, a criação de centros de voluntários e a capacitação dos dirigentes que atuam nesta área, são exemplos de alguns objetivos propostos.
Em suma, embora continue presente a idéia de que é importante socorrer quem mais precisa, o assistencialismo começa a ser superado, dando espaço a um novo conceito – Cidadania.

FONTE: http://www.emailsocial.com.br/?p=238

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