sábado, 2 de julho de 2011

Estudo indica que pirataria não compromete mercado musical

A lentidão paquidérmica das grandes gravadoras é um problema muito maior para a indústria fonográfica do que a pirataria, afirma estudo de economista, professor da Univesidade de Minesota, nos EUA.
Por Kao ‘Cyber’ Tokio


O economista norte-americano Joel Waldfogel acaba de cutucar o vespeiro da velha controvérsia “mercado musical X pirataria”, ao apresentar o estudo Bye, Bye, Miss American Pie? The Supply of New Recorded Music Since Napster, que sugere que o segundo item não compromete o primeiro.

“A produção de gravações musicais não parece ter caído muito desde o Napster (primeiro programa de compartilhamento gratuito de músicas) e existe uma sugestiva evidência de que os selos independentes, que trabalham com grupos de menor expressão e até mesmo marginais, estão tendo um papel de destaque, trazendo novos trabalhos para o mercado.”, afirma o economista.

O estudo aponta que as gravadoras estariam, de certa forma, ficando obsoletas, já que seu papel pode ser realizado pelas produtoras independentes, que trabalham com uma margem de lucro muito menor. “O sucesso musical é composto por três atividades – criação, promoção e distribuição – e as novas tecnologias mudaram cada um deles substancialmente”, continua o analista.

Waldfogel conclui que, diferentemente do que sugerem as Big Labels, o oferecimento de novas músicas não decaiu por causa da pirataria, observa o site Torrent Freak. Ao contrário, toda a indústria musical modificou-se, com mais poder para os artistas e os selos menores.


FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/estudo-indica-pirataria-compromete-mercado-musical-20110328-065545-525.html

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