sexta-feira, 10 de junho de 2011

O que fazer com o lixo eletrônico?


Be-a-bá
O que fazer com o lixo eletrônico?Pilhas, baterias e computadores em desuso não podem ser descartados em qualquer lugar porque são tóxicos e trazem riscos à saúde e ao meio ambiente; a destinação correta do e-lixo está prevista em lei 

 Mesmo depois de aprovada a lei 13.576/09, que responsabiliza os fabricantes pelo descarte do lixo eletrônico, muita gente ainda não sabe o que fazer com teclados, monitores, baterias e pilhas em desuso.
Segundo estudos do Pnuma  (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) o Brasil produz cerca de 368 mil toneladas de lixo eletrônico por ano, mais de mil toneladas por dia.
Mesmo depois de aprovada a lei que responsabiliza os fabricantes pelo descarte do lixo eletrônico, muita gente ainda não sabe o que fazer com teclados, monitores, baterias e pilhas

O professor de Engenharia Química da FEI, Luis Fernando Novazzi, afirma que esse aumento é resultado das constantes inovações tecnológicas. “Cada dia surgem novos equipamentos tecnológicos e as pessoas trocam tudo, toda hora, o que faz crescer a quantidade de lixo eletrônico”, afirmou.

O descarte incorreto do e-lixo é mais grave do que se imagina. Segundo o  professor, grande parte do lixo eletrônico é tóxico e pode causar  danos ao meio ambiente e à saúde.

“Quando é descartado de maneira incorreta, os eletrônicos podem trazer muitos riscos, pois contêm substâncias perigosas, os metais tóxicos, que, em contato constante com  pessoas, causam doenças. Esses materiais podem também gerar um ciclo de contaminação do solo, do lençol freático e chegar ao consumidor final da água. "

Um computador, por exemplo, tem cerca de 18% de  chumbo, cádmio, berílio e mercúrio, que são metais tóxicos. O descarte incorreto desse equipamento oferece sérios riscos à saúde.

“O chumbo, por exemplo,  é prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso”, explicou o professor.

Descarte  correto / Os produtos ou peças eletrônicas que não servem mais devem ser entregues nas lojas que os vendem, para que sejam devolvidos aos fabricantes,  que são  obrigados por lei a darem destino correto aos resíduos, ou levados para centros de triagem para serem separados e reaproveitados.

A maior parte  dos metais  não fica no Brasil, pois o país ainda não tem empresas que reciclam 100% desses materiais. Eles vão para o exterior onde as substâncias tóxicas são separadas e reaproveitadas em novos produtos, como celulares, baterias etc.

ABC tem mais de 50 postos de coleta de e-lixo
Apesar de muitas pessoas desconhecerem os projetos de reciclagem de lixo eletrônico no ABCD, a região conta com mais de 50 pontos de coleta desse tipo de material. Santo André é a campeã com cerca de 40 postos de coleta. O Semasa é responsável por 36 pontos de coleta seletiva, que dentre os materiais sólidos arrecadados recebe também eletrônicos.

Segundo o gerente de coleta de resíduos sólidos da autarquia, José Campos Nery, os materiais são triados e enviados para a reciclagem.

“Pilhas e baterias recebem um tratamento diferente, pois têm potencial poluidor muito superior ao dos outros materiais. Os demais resíduos são encaminhados às cooperativas de reciclagem do município, responsáveis pelo desmonte e comercialização em diversas frações”, explicou.

Nery afirmou que diversos componentes do lixo eletrônico são comercializados, uma vez que boa parte destes produtos já é feita com materiais recicláveis. “Dificilmente sobra alguma coisa para aterrar”.

A participação da população no caso da disposição ecologicamente correta deste tipo de lixo é essencial, pois além de colaborar com o meio ambiente urbano contribui com as cooperativas de reciclagem.

“O gerador do lixo é o responsável pelo seu descarte e objetivamos sempre a maior conscientização dos moradores para a colaboração neste tipo de trabalho”, conclui o gerente.

fonte: www.redebomdia.com.br

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