segunda-feira, 9 de maio de 2011

Voluntários para programa de prevenção ao suicídio

voluntários para programa de prevenção ao suicídio


O Centro de Valorização da Vida (CVV) inicia uma nova etapa de cursos para treinar voluntários quanto a forma de atendimento às pessoas que procuram ajuda por telefone. Os cursos acontecem todos os domingos, das 8:30 horas às 11:30 horas, com a apresentação da filosofia do CVV e as maneiras de ajudar as pessoas. Os interessados devem se apresentar na sede do centro na rua Comandante Costa, 296, centro. Em Cuiabá, o CVV existe há 20 anos, possui 40 plantonistas que se revezam dia e noite para atender uma média de 1.600 ligações por dia. Os resultados são muitos bons, principalmente no combate ao suicídio.

O reverendo Chad Varah, de 89 anos, é o criador do serviço de prevenção ao suicídio. Samaritanos é o nome britânico da ONG cuja similar brasileira funciona desde o início dos anos 60 como CVV. Pastor anglicano, Chad Varah começou seu trabalho em 1936, quando foi chamado para oficiar o funeral de uma menina de 14 anos. A garota havia se suicidado ao ficar menstruada pela primeira vez.

Desesperada, pensou que havia contraído uma doença. Esse episódio chocou de tal maneira o jovem reverendo que ele resolveu dar aulas de educação sexual para jovens. Descobriu depois, numa notícia de jornal, que três pessoas se suicidavam a cada dia em Londres. Foi assim que, em 1953, numa pequena sala munida de telefone na igreja de St. Stephen, no centro londrino, ele fundou os Samaritanos.

Atualmente há muitos centros como esses, inclusive com endereço na Internet. No Brasil, além do CVV, há também o Socorro Emocional que, do mesmo modo que o CVV, segue os preceitos do psicólogo norte-americano Carl Rogers, cuja tese é a de que todo o ser humano tem potencial suficiente para encontrar saídas para o seu próprio problema.

Uma análise epidemiológica dos índices de suicídio registrados entre 1980 e 2006 nas regiões e capitais brasileiras revela que houve um crescimento de 4,4 para 5,7 mortes por 100 mil habitantes (29,5%). No artigo publicado em outubro deste ano na Revista Brasileira de Psiquiatria, Giovanni Lovisi e colegas afirmam que foram contabilizados 158.952 casos de suicídio. Os dados foram coletados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS). Os autores verificaram que nas regiões Sul e Centro-Oeste foram observados os maiores índices médios de suicídio, 9,3 e 6,1, respectivamente. Além disso, perceberam que os homens são os que têm maior probabilidade de cometer suicídio e a faixa etária com maior número de casos foi a de 70 anos ou mais. Porém, os índices aumentaram mais entre pessoas com idade entre 20 e 59 anos.

Mesmo havendo um aumento de casos de suicídios no Brasil nos 26 anos investigados, o índice ainda é considerado baixo se comparado aos índices mundiais, por exemplo, de países europeus como Lituânia cuja taxa é de 51,6 por 100 mil habitantes. Também ficamos atrás de países da América, por exemplo, Canadá, Uruguai e Argentina com taxas de 15; 12,8 e 8,7 por 100 mil habitantes, respectivamente. Eles ressaltam ainda que no Brasil há grande variação entre as regiões observadas.

O telefone do CVV em Cuiabá é (65) 3321-4141




FONTE: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/18/materia/269055

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