sexta-feira, 27 de maio de 2011

Trabalho em Saúde: A realidade do SUS


"A Gestão do Trabalho em saúde volta a tona em tempos de discussão de organizações sociais, troca de secretariado e flexibilização de vínculos trabalhistas no estado e em Cuiabá.

Há claramente um total descaso frente à implementação de políticas públicas acerca do tema trabalhador em saúde, que parece amargar ainda na atualidade tudo de ruim que o sistema público possa oferecer, como se fosse ele, em sua limitação diária o responsável pelo caos instalado. Isso seria desumano, se não fosse estratégico por parte daqueles que planejam exatamente disseminar a idéia barata de que a saúde vai mal sim e em grande parte por responsabilidade de seus médicos, enfermeiros etc... Acreditem se quiser, ou se der menos trabalho, se for o caso!

O caos em que vive o trabalhador tem sua rotina marcada pela falta de segurança nos locais de trabalho, atividades insalubres com o adicional de insalubridade cortado, assédio moral constante, ausência de espaços de negociação permanente, infra - estrutura precária nas instalações físicas e ausência de carreira, no caso de Cuiabá.

Neste cenário quero ver mesmo é político dizer com toda a honestidade que o setor público ainda é um terreno onde o “apadrinhamento político” onde favores pessoais e os privilégios, constituem o principal motivo pela descrença nas possibilidades de mudanças e que o sentimento de iniqüidade e injustiça gerados por estas situações produz frustração em relação aos projetos pessoais e profissionais dos trabalhadores, levando á desmotivação e novamente á descrença na possibilidade de mudanças nestas organizações.
 

Quero ver mais ainda: o assumir de que ainda temos perfil de gestão patrimonialista focada em projetos políticos para mandatos com tempo de término e não de interesses coletivos para o fortalecimento de políticas públicas.

Na verdade os trabalhadores de saúde estão longe de estar na prioridade da agenda estratégica dos gestores como base para a concretização das ações e serviços de saúde disponíveis à população.



Fatores como a precarização das relações trabalhistas na saúde, a falta de estímulo profissional, os desvios de função, as duplas ou triplas jornadas de trabalho, a submissão a formas amadoras e arcaicas de vinculação e gestão e fragilidade nos espaços de negociação entre trabalhadores e empregadores, apontam para a grande dificuldade e pouco investimento no quadro de pessoal do SUS.

Resta saber agora: quem vai encarar? É necessário responsabilidade para a discussão, não precisamos mais de discursos rasos e fáceis com o único propósito de fazer valer um projeto político viável á um determinado grupo. Precisamos sim aprofundar a busca de soluções para que o trabalho em saúde possa efetivamente atender as necessidades da população que dele necessita."

Maria Angela C. Martins





FONTE:   http://alexandrefarma.blogspot.com/search?updated-min=2011-01-01T00%3A00%3A00-03%3A00&updated-max=2012-01-01T00%3A00%3A00-03%3A00&max-results=2

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