terça-feira, 31 de maio de 2011

Artesanato



RICHELLY ALVES - Assessoria/SAD-MT
O artesanato é um segmento da cultura mato-grossense de enorme importância, não só para manter viva a cultura deste povo, mas principalmente, para divulgar a própria singularidade e o “modus vivendi” do artesão. O artesanato de Mato Grosso reflete o dia-a-dia e os costumes de vida do próprio artista e da ancestralidade arraigada em vários pontos do Estado.
Sua origem está na praticidade com que o homem mato-grossense procurava suprir a falta de determinados objetos e utensílios domésticos, que a dificuldade de obtenção lhe afligia, seja pela distância de centros abastecedores, seja pela falta de recursos financeiros. Daí a criação. Daí o artesanato.
A cerâmica típica do artesanato mato-grossense, de barro cozido em forno próprio, pode ser de duas categorias. Aqueles destinados à ornamentação, como vasos, objetos de enfeite, cinzeiros, etc., e ainda aqueles utilizados como utensílios domésticos, como potes, panelas, pratos, etc. Existem características próprias de desenho, formato, adereços e enfeites, que diferenciam a cerâmica mato-grossense da de outros Estados.
Merecem destaque os ceramistas de São Gonçalo, local histórico na capital Cuiabá, que são especialistas na fabricação de utensílios domésticos, tanto os utilizados na cozinha a exemplo dos potes e panelas de barro, quanto aqueles destinados à ornamentação. São Gonçalo é o mais antigo núcleo populacional de Mato Grosso.
Lenine Martins/Secom-MT
A tecelagem é talvez, dentro do nosso artesanato, a que detém maior representatividade no que tange a divulgação da arte, da cultura e da tradição do povo cuiabano e mato-grossense, principalmente pela sua beleza artística. Neste segmento destacam-se as redeiras que, no princípio, fiavam e tingiam o próprio fio do qual teciam as redes lavradas (bordadas) com motivos diversos em toda a sua extensão.
A tecelagem é talvez, dentro do nosso artesanato, a que detém maior representatividade no que tange a divulgação da arte, da cultura e da tradição do povo cuiabano e mato-grossense, principalmente pela sua beleza artística. Neste segmento destacam-se as redeiras que, no princípio, fiavam e tingiam o próprio fio do qual teciam as redes lavradas (bordadas) com motivos diversos em toda a sua extensão.
A habilidade com que as redeiras tecem sua rede é a mesma das mulheres indígenas, de onde se origina esta tradição. As guanás eram hábeis no manuseio do tear, e conseguiram passar esta tradição secular às mulheres cuiabanas e ribeirinhas. No entanto, além de fiarem e tingirem o fio, a exemplo das tecelãs cuiabanas, também plantavam o algodão e o colhiam.
Temos ainda o artesanato em madeira. Típico das localidades ribeirinhas do Rio Cuiabá, sendo um exemplo, o fabrico de canoas de pesca e remos. Antigamente, nos tempos mais remotos dos bandeirantes, era usado o sistema indígena de fazer canoa de casca de jatobá. Hoje a atividade canoeira, reduzida a poucos artesãos, está em franco desaparecimento. O canoeiro utiliza-se tão somente da madeira denominada ximbuva, ou o cambará, macia e fácil para escavar. Das sobras, são confeccionadas gamelas e tigelas de madeira.
Lenine Martins/Secom-MT


Ainda no setor do artesanato de madeira, temos o artesão, geralmente cururueiro, que fabrica a Viola de Cocho, instrumento musical para acompanhamento do cururu e siriri. Trata-se de uma viola tosca, que produz um som típico, sem grande ressonância e ainda
Marcos Negrini/Setecs-MT
sem os trastes localizados no cabo do instrumento, responsáveis pela produção de uma boa escala musical. As cordas, antes elaboradas a partir de tripas de certos animais selvagens, como o quati, macaco e gambá, hoje são de nylon.

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