segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

"A distância que nos une" é o retrato da desigualdade



A cada dia, mais um leão é morto, um obstáculo é enfrentado, uma barreira é superada. Nas ações corriqueiras e, de certo modo, automáticas, do cotidiano, deixamos de lado o convívio social para se dedicar arduamente à máxima do capitalismo: juntar dinheiro para quitar as dívidas.

Você pode falar que isso não tem nada a ver com o capitalismo. Afinal, ele é um sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro. Mas quem move toda essa roda, somos nós, trabalhadores assalariados, que mal temos para garantir a subsistência de nossas famílias.

Nem adianta mostrar seu gordo holerite de R$ 5 mil. Você está tão na lama quanto os outros que ganham 1 salário mínimo. Seu carro está financiado em 60 meses, seu apartamento em 30 anos.

No início da semana, um relatório da organização Oxfam escancarou a desigualdade social do Brasil. Sob o título " A distância que nos une", o documento revelou que apenas SEIS bilionários brasileiros concentram a mesma riqueza que metade da população mais pobre.

E ainda, segundo o estudo, mesmo que essas seis pessoas gastassem um milhão de reais por dia, seriam necessários 36 anos para acabar com todo o dinheiro que eles possuem.

Outro dado aterrorizante foi saber que 5% dos mais ricos detém a mesma fatia de renda que os demais 95% da população. O relatório também mostrou as diferenças salariais entre gênero e raça. E se, você for mulher e negra, sua situação está pior que a de todos os outros recortes.

E, mesmo nos últimos 15 anos, o governo tendo conseguido retirar mais de 28 milhões de pessoas da pobreza, a grande concentração de renda no topo da pirâmide social se manteve estável.

Esses e outros dados alarmantes presente neste relatório só corroboram o que já sabíamos: seja em momentos de crise ou de crescimento econômico, não importa quem esteja no governo, ele irá se aliar aos ricos e poderosos para se garantir no poder.


Evertom Almeida é Administrador Público e Especialista em Ciência Política

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Licença-paternidade tem que permitir a paternidade!




O mês de agosto é dedicado a eles, os pais. Àqueles que ainda são filhos, é chegada a hora de pensar se estamos passando tempo suficiente com quem abdicou parte de sua vida para viver a nossa. Seja biológico ou de criação, a figura paterna é vista pela prole como sagrada, com ares de super-heroi.

E não é pra menos. Tornar-se pai não é tarefa fácil, só quem sentiu a reviravolta em sua rotina sabe o valor de uma noite de sono bem dormida. Ser pai não é apenas fecundar, é participar da rotina, da criação, ajudar na amamentação e ser presente.

Hoje, no Brasil, temos dois períodos distintos de licença-paternidade. Servidores públicos e funcionários de empresas que participam do programa Empresa Cidadã possuem 20 dias de licença, contra apenas 5 dias concedidos ao restante dos trabalhadores regidos pela CLT. Um período extremamente curto para ajudar a nova família adaptar-se à chegada do recém-nascido.

Uma Proposta de Emenda à Constituição está tramitando no Senado Federal para que pais e mães possam compartilhar o tempo da licença-maternidade, que atualmente é de 120 dias para celetistas e 180 para servidores públicos e funcionários das empresas cidadãs. Tal proposta é um avanço, porém, penso que não é o suficiente.

Países como Noruega permite o afastamento do trabalho por até 14 semanas. A Islândia oferece 90 dias; a Suécia, 70, e a Finlândia, 54. São exemplos como esse que devemos seguir.

Infelizmente, nossa sociedade machista, falocêntrica, patriarcal e capitalista desmerece a mulher e seu dom de gerar vidas. Pasmem! Já tivemos até um deputado federal defendendo publicamente que elas devem ganhar menos porque engravidam. Não é preciso nem pensar muito, já que uma asneira dessa só pode ter saído da boca do ilustríssimo senhor Jair Messias Bolsonaro.

A força de trabalho feminina é tão importante quanto a masculina para fazer crescer a economia de um país. Criar condições de igualdade para promover o bem-estar de filhos, pais e mães deveria ser prioridade do Estado.

Sendo assim, homens e mulheres deveriam ter direito a igual período de licença. Estudos já indicaram a importância da figura paterna no desenvolvimento de crianças. Fica a critério dos pais decidirem se vão usufruir desse período juntos ou separados.

É preciso que nossa legislação contemple todas as formas de paternidade, dando espaço para que o pai, de fato, possa ser pai de seu filho.

*Evertom Almeida é Administrador Público e filho de um pai presente

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Doe sangue, compartilhe vida




Não dói quase nada e leva só uns minutinhos pra você salvar a vida de até 10 crianças ou 4 adultos. Quando você abre seu coração e se dispõe a doar o sangue a alguém que nunca viu, podemos dizer que a fé na humanidade é minimamente restaurada. Em média, cada bolsa contém de 400 a 450 ml de sangue que são fracionados em plasma, hemácias, plaquetas e crioprecipitado.

No mês passado foi comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue. O dia 14 de junho foi celebrado em várias capitais do país com ações que reforçaram a importância de compartilhar vida. O sangue e os componentes sanguíneos são indispensáveis para ajudar as pessoas a sobreviver a condições graves de saúde, procedimentos médicos e cirúrgicos complexos, partos e lesões causadas por acidentes e desastres.

Cada doação é imprescindível para que os bancos de sangue consigam atender à demanda dos hospitais que a cada dia estão mais cheios de pacientes que dependem de transfusões para se manterem vivos.

A situação do nosso país é ainda mais preocupante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o percentual ideal de doadores para um país esteja entre 3,5% e 5% de sua população. No Brasil esse número é baixo, pois não chega a 2%. Esta quantidade, ainda sofre queda durante o inverno e as férias, períodos em quem os hemocentros são praticamente obrigados a operar com menos que o mínimo necessário. Ainda, complementando alguns dados estatísticos, o Ministério da Saúde divulga que os homens são responsáveis por mais de 70% das doações no Brasil e os jovens de 18 a 29 anos, correspondem a 50% dos doadores.

Alguns mitos prestam um desserviço aos bancos de sangue. Pessoas sem conhecimento sobre o assunto acabam por desencorajar a doação alheia ao dizer que:

- Quem doa sangue uma vez, deve doar sempre;
- A doação "engrossa" o sangue, entupindo as veias;
- A doação faz o sangue "afinar", "virar água", provocando anemia;
- Doar sangue engorda;
- Doar sangue emagrece;
- Doar sangue vicia;
- Mulheres menstruadas não podem doar sangue;
- "Posso ficar sem sangue suficiente";
- Os doadores correm risco de contaminação.

Tudo isso é mentira, já que a reposição do plasma leva 24 horas e os glóbulos vermelhos se reproduzem em quatro semanas. No entanto, para realizar uma nova doação o homem deve esperar, no mínimo, 60 dias e a mulher 90, pois é dentro desse intervalo que os níveis de ferro atingem o mesmo nível de antes da doação. Num período de 12 meses, é admitida a frequência máxima de quatro doações para os homens e de três para as mulheres.

Doar sangue é um gesto de amor e compaixão. Hoje é você quem doa, mas amanhã você é quem pode precisar. Por isso, se você está em boas condições de saúde, tem entre 16 (com autorização dos responsáveis) e 69 anos, possui mais de 50kg, dormiu mais que 6 horas na noite anterior e está bem alimento, dirija-se até o banco de sangue público mais próximo – em Cuiabá, o Hemocentro fica na Rua 13 de junho, próximo ao Hospital Geral Universitário – com um documento oficial com foto e realize sua doação.

A regularidade desse ato também traz alguns benefícios previstos em lei como meia entrada em estabelecimentos culturais e atividades recreativas; atendimento prioritário em bancos, e uma folga por ano no trabalho.

Todo sangue é bem-vindo, independente de sua tipagem e fator RH ele vai fazer diferença. O que pra você pode ser apenas mais uma tarefa a ser cumprida no dia, para quem precisa significa mais uma chance de viver.


Evertom Almeida é Administrador Público e doador de sangue há 10 anos

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Nada novo sob o sol



Infelizmente o que está por vir é mais do mesmo. O horizonte não é dos mais promissores. O cenário eleitoral não será transformador. O paladino da justiça não está montado em seu alazão para salvar o povo dos maus políticos.

Não haverá mudanças estruturais na política após a posse de deputados estaduais e federais, governadores, senadores e o (a) presidente da República. Digo isso não pelo simples pessimismo, mas por visualizar que a estrutura política brasileira se mantém a mesma há séculos, onde os personagens mudam, mas o modo de se fazer política continua o mesmo. Protecionista, aristocrata, endinheirada e sem escrúpulos. Quem não se encaixa nesse padrão é engolido por ele.

Entra operação, sai operação e o Judiciário, através do ativismo judicial, quer se fazer maior que o Estado. Não podemos deixar de reconhecer a importância daquela que é mais falada nos últimos anos, a famigerada Operação Lava Jato. Ela é a maior operação anticorrupção do mundo com dezenas de fases e desdobramentos, quase duas centenas de delações premiadas, mais de R$ 12 bilhões devolvidos aos cofres públicos, mas será que ela realmente desarticulou o grupo que está investigando ou só jogou a m* no ventilador?

Vários dos "peixes grandes", nomes de peso da política nacional estão presos... em suas mansões avaliadas em dezenas de milhões de reais. Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara Federal), Sérgio Cabral (ex-governador do Rio de Janeiro), Geddel Vieira Lima (ex-ministro e ex-deputado federal) são exemplos de como o sistema entrega os seus para o abate em benefício de toda organização. Ou seja, os famosos "bois de piranha" do imaginário popular.

O fato é que o crime é realmente organizado. Como já roteirizava José Padilha em Tropa de Elite "o sistema entrega a mão para salvar o braço. O sistema se reorganiza, articula novos interesses, cria novas lideranças. Enquanto as condições de existência do sistema estiverem aí, ele vai resistir".

A "reforma eleitoral" aprovada pelo Congresso Nacional é mais um exemplo de protecionismo da classe política. Mais uma cortina de fumaça, um artifício torpe onde deputados e senadores legislaram em causa própria! Se reorganizaram e votaram uma proposta de centralização do poder partidário... O financiamento público bilionário está agora nas mãos dos caciques partidários com o claro interesse de manutenção e perpetuação do poder. Engana-se também as pessoas que acreditam que não terá mais caixa dois, pois o conceito principal do caixa dois é justamente o patrocínio / doação de recursos financeiros não contabilizados e não declarados aos órgãos de fiscalização competentes para o político. Ou seja, já começou e vai continuar a rolar a grana debaixo dos panos.

E nem venha me dizer que o povo está cansado dos políticos porque é isso que eles querem. Um povo desanimado, uma massa amorfa e indistinta, sem interesse em lutar. A política se faz no dia-a-dia, na exposição de ideias, no diálogo com o outro. Não apenas de 2 em 2 anos.

A falta de disposição de maioria esmagadora da população brasileira também é responsável pelo perene sistema político da nação. As eleições não são anuladas se 50% + 1 dos eleitores não comparecerem às urnas. Temos como exemplo a eleição suplementar que ocorreu em Tocantins onde a soma de votos nulos, brancos e as pessoas que não foram às urnas ultrapassou 51% de todo o eleitorado tocantinense.

Ou seja, o jogo eleitoral continuará o mesmo e as velhas raposas serão re-re-re-re-re-eleitas.

O sistema [proporcional para eleição de vereadores e deputados] é tão cruel que até cria possibilidade de eleição de pessoas comprometidas com a população só para manter aceso, em nosso íntimo, a falsa esperança de que dias melhores estão por vir.


Evertom Almeida é Administrador Público e Especialista em Ciência Política.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Temer: um estudo de caso


Mais um dia se passa e parece que estamos vivendo num circo de horrores. A população, que antes esbravejava contra crimes de responsabilidade fiscal, agora mal se manifesta contra a corrupção passiva de um presidente no exercício do mandato. Por mais que a rejeição ao governo ultrapasse, com folga, os 95%, nos mais variados institutos de pesquisa do país, o silêncio nas ruas é ensurdecedor.

A precarização das leis trabalhistas já passou, a reforma da Previdência está em discussão, a segunda denúncia contra o presidente foi arquivada, a carreira do servidor público está sob ameaça, a educação e a saúde pedem socorro, o trabalho escravo quase foi regulamentado – por hora a portaria foi suspensa – mas o que realmente parece importar são as "pedaladas fiscais".

Não é julgar quem está mais ou menos errado. É julgar. Pau que bate em Chico também deve bater em Francisco. Adotar dois pesos e duas medidas só abre precedentes para fazer o povo ainda mais de palhaço.

A consciência política da população parece ter mudado, mas ao mesmo tempo que a gente vê a mobilização para destituir uma presidenta eleita, os movimentos sociais não parecem ter força suficiente para arrebanhar a parcela da sociedade que não está engajada na discussão.

É inegável que o financiamento, por parte do empresariado, das mega-manifestações que aconteceram em todo o país também influenciou no número de pessoas que foram às ruas. Jamais as centrais sindicais terão recurso suficiente em caixa para bater o dinheiro investido pelo agronegócio e pela FIESP.

Análises de jornalistas estrangeiros fazem a mesma pergunta que eu: Como um presidente acusado de corrupção, com a popularidade quase zero, ainda está governando o nosso país?

Infelizmente, pelo espetáculo todo que vimos, nem precisa ser gênio para saber que o mercado financeiro não liga para a corrupção; Temer tem orçamento suficiente para subornar a Câmara e o Senado; e os protestos do ano passado ditos "anti-corrupção" eram contra a Dilma e não contra a corrupção.

Estamos no meio de um furacão e vendo a História do nosso Brasil ser escrita por aqueles que são algozes por dinheiro e mal pensam no bem-estar da população que os elegeram. Daqui menos de uma década veremos o quanto fomos feitos de trouxa, manipulados e utilizados como massa de manobra para perpetuar uma direita ultraconservadora no poder. E o pior, não precisaremos ser pesquisadores ou cientistas políticos para analisar esse período.

Evertom Almeida é Administrador Público e Especialista em Ciência Política.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Parada Cultural

Um ponto de ônibus localizado na Rua Marechal Deodoro, na região central de Cuiabá, passou por uma transformação durante um projeto de incentivo à leitura dos usuários do transporte público coletivo da capital. O ponto de ônibus recebeu prateleiras com livros como parte do projeto Parada Cultural, para transformar o local em uma biblioteca 24 horas à disposição da população. Quem passou pelo ponto de ônibus nesta quarta-feira (24) pôde pegar livros gratuitamente para lê-los no local ou, até mesmo, levá-los para casa.
A iniciativa de transformar o ponto de ônibus em local de acesso a livros é do servidor Evertom Almeida, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Ele conta que a ideia surgiu ao passar por um bairro em Brasília onde os pontos de ônibus têm livros à disposição dos usuários do transporte coletivo. De volta a Cuiabá, ele decidiu implantar o projeto, ainda em fase experimental, no ponto de ônibus que está localizado justamente atrás do campus do IFMT no centro da cidade. “A meta é ampliar o projeto para bairros carentes, trazendo a comunidade para participar e cuidar desse patrimônio que todos vão utilizar”, destacou Evertom ao G1.

Para realizar as modificações no ponto de ônibus, o autor do projeto solicitou autorização e permissão da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá (SMTU). As adequações do local, como pintura e implantação da prateleira, foram feitas em uma semana. Para a arrecadação dos 350 livros foi realizada uma campanha nas redes sociais. “Recebemos doações de diversos pontos da cidade, como CPA e até mesmo Várzea Grande (região metropolitana). Eu mesmo me dispus a buscar os livros. Era só a pessoa agendar o horário e passar o endereço”, lembrou o servidor público. A biblioteca foi “inaugurada” nesta quarta-feira.
Nos primeiros 15 dias de implantação da biblioteca, nos horários de pico, o idealizador e mais dois bolsistas do IFMT estarão no local explicando o projeto para a população e também recebendo as doações de novos títulos. Para as pessoas que passarem em outros horários pelo local, foram deixados marcadores de página dentro dos livros com explicações sobre como funciona o projeto.
Para realizar os empréstimos dos livros, não existe burocracia. Quem se interessar por um título, pode levá-lo para casa sem precisar preencher ficha nem se identificar. “Para muitos, uma utopia. Para outros tantos, uma loucura. Mas observamos ser muito mais que um simples projeto colocado em prática. Observamos ser um exercício de cidadania” disse Evertom ao G1.
Ele ressaltou que as pessoas interessadas em doar livros para a biblioteca podem procurar o campus do IFMT em Cuiabá ou deixar as obras nas prateleiras do ponto de ônibus. Nos primeiros dias, Evertom estará no local nos horários de maior movimentação de usuários para receber as doações. Ele disse que não há restrição para a doação de títulos.
Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/09/ponto-de-onibus-se-transforma-em-biblioteca-24-horas-em-cuiaba.html

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Arte, Cultura e Esportes nas Escolas



Seja no basquete, no break, no futebol de rua ou no processo de aguçar o senso crítico da juventude o importante é a garantia e manutenção de todos os direitos fundamentais inerentes ao ser humano, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Para isso o Projeto Arte, Cultura e Esportes nas Escolas  tem a intenção de ser um instrumento de sensibilização social aos jovens, evitando o isolamento e amenizando a situação de vulnerabilidade as drogas através do oferecimento de eventos culturais e esportivos.


Projeto adotou a Escola Estadual Estevão Alves Corrêa, localizada no bairro Tijucal - Cuiabá para desenvolver as respectivas atividades, as quais tiveram grande participação dos alunos e apoio incondicional por parte da direção escolar. No primeiro bate papo com os estudantes da escola sobre o projeto, convidamos a professora socióloga e chefe do departamento de apoio ao estudante do IFMT, Christiany Fonseca para que fizesse uma retrospectiva sobre os movimentos sociais e estudantil e falar da relação institucional entre Grêmio Estudantil e Direção Escolar, logo em seguida o aluno de eletrônica do IFMT e bolsista do projeto, Juarez França apresentou de forma detalhada o projeto para a comunidade escolar.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Luta sindical


Diante de um processo democrático que visa eleger a próxima Gestão Sindical dos servidores públicos federais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso me junto ao grupo União e Compromisso e volto a empunhar a bandeira da Educação Pública de Qualidade. Com uma visão social mais apurada sobre o processo trago na bagagem uma maior convicção da necessidade de lutarmos pela defesa e fortalecimento da Educação. 
Defendo uma Gestão Sindical unitária para lutar por todos os nossos direitos e que represente todos os servidores. Existe sim, a necessidade de ser sensível à causa e não nos curvarmos diante da máquina opressora para que possamos de fato garantir o direito de lutar por melhorias e buscar o sentimento de representação da classe. Nem por isso devemos fragmentar nosso instrumento de luta, devemos sim, quando estivermos na luta, nos lembrar de quem é o nosso verdadeiro inimigo. O sindicato é para lutar e acredito que a partir dessa manifestação pública poderemos consolidar de forma transparente e coletiva uma gestão com a responsabilidade ainda maior, pois existe a possibilidade de prosseguirmos este trabalho. E também de reinventar o trabalho, pois não há contradição em seguir e seguir mudando, amadurecendo ideias e equipe. 
Defendo a gestão compartilhada, com posição firme de luta! Devemos fortalecer a classe, instigá-los para o debate e para luta para que enfim possamos de fato representar plenamente os interesses de nossos companheiros, tanto do corpo docente como do corpo técnico, pois no final, somos todos defensores de uma educação pública, de qualidade e a serviço da população!